sábado, junho 24, 2006

OS LIMITES DA PERCEPÇÃO


De Barcelona, deixo-vos uma meditação retirada daqui:

O que quer que vejamos é limitado, o que quer que sintamos é limitado, todas as percepções são limitadas. Mas se você puder tornar-se cônscio, então o que é limitado desaparece no ilimitado.

Olhe para o céu. Você irá ver uma parte limitada dele, não porque o céu seja limitado, seus olhos é que são limitados, o foco deles é limitado.
Mas se você puder tornar-se cônscio de que essa limitação é devido ao foco, por causa dos olhos, não é o céu que é limitado, desse modo você verá as fronteiras dissolvendo-se no ilimitado.

Diferentemente a existência é ilimitada, diferentemente tudo está se dissolvendo em outra coisa mais. Tudo está perdendo suas fronteiras, a cada momento ondas estão desaparecendo no oceano – e não há um fim para coisa alguma e não há nenhum começo. Tudo é também tudo mais.

Sente-se sob uma árvore e veja, e o que quer que venha para sua visão, basta ir além, veja além e não pare em lugar algum. Apenas descubra onde essa árvore está se dissolvendo. Essa árvore, essa pequena árvore bem no seu jardim, toda a existência está nela. Ela está se dissolvendo a cada momento.Para onde você olhar, olhe para o além e não pare em lugar nenhum. Continue indo e indo e indo até perder a sua mente, até você perder todos os seus padrões limitados.

Subitamente você estará iluminado. Toda a existência é uma. Essa unicidade é a meta. E, de repente, a mente fica cansada do padrão, da limitação, da fronteira – e enquanto você insiste em ir além, enquanto você continua puxando-a além e além, a mente desliza, de repente abandona, e você olha para a existência como uma vasta unicidade, tudo se dissolvendo um no outro, tudo mudando no outro.

Sente-se por uma hora e trabalhe nisso. Não crie qualquer limitação em lugar algum. Seja qual for a limitação apenas tente encontrar o além, e mova-se e continue movendo-se.

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sábado, junho 10, 2006

GENTE QUE ANDA CONNOSCO ATRAVÉS DOS TEMPOS

"... O importante é virem dizer-me que ninguém vem ao mundo sózinho
que cada um de nós tem o seu grupo algures,
talvez encontrado, talvez a encontrar,
a sua familia cósmica,
gente que anda connosco através dos tempos
a evoluir em conjunto,
com um plano comum para cumprir,
uns ao serviço dos outros tanto no amor como no ódio,
que sempre é o inimigo aquele com quem mais temos a aprender,
que nos faz avançar,
aquele que melhor nos confronta com as nossas fragilidades,
o que nos vai permitir conhecermo-nos,

para mais rapidamente mudar.

Sei hoje que devo agradecer do mais fundo
do coração
a todos aqueles que se me opõem, ou opuseram,
a todos os que me obrigaram e obrigam a exceder
as próprias capacidades
para os vencer,
me vencer e ultrapassar.

Vencê-los é vencer as minhas fragilidades, só há pouco
percebi isso,
vencê-los é neutralizar em mim o que me expõe,
seja o meu desejo de agradar ou ser excepcional,
seja a minha ambição ou carência emocional.
...

Pelo apoio que me deram
ou possam vir a dar
agradeço também a todos os que me amaram
amam ou virão a amar, embora saiba que o amor não se agradece,
o amor ama-se
retribui-se em expressões de amor.

Ser inexpugnável é ser inteiro
é ser solidário sem ser dependente de quem se apoia
ser amoroso sem carência de amor.

in "Os Portais do Tempo" de Antónia de Sousa

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